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Dada a minha relativamente rica experiência de vida, designadamente no âmbito profissional, foi-me sugerido por alguns colegas e amigos que a transmitisse, por intermédio de um blogue. Assim, aqui lhes irei transmitindo experiências de vida, de cariz profissional mas não só. Experiências desde a minha adolescência. Experiências com amigos e com causas. No fundo experiências de um português que nasceu no pós-guerra, que viveu a Ditadura e a Democracia, e que teve a sorte de ter uma vida compartilhada com tantos amigos...

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sábado, 11 de setembro de 2010

Relação da Ciência com os poderes

Conferência proferida no Colóquio XXIV na Estação Vitivinícola Nacional, em 21 de Novembro de 2000, integrado na "Semana da Ciência e Tecnologia" (A.S. Curvelo-Garcia)
(Conferência comentada pelos Professores Catedráticos A. Vaz Portugal, Fernando de Oliveira Baptista e Manuel Carrondo e pelo Investigador Coordenador A. Pedro Belchior)


Ciência
A atividade científica tem necessariamente de assentar sempre nos conceitos de criatividade e de inovação. Não são evidentemente conceitos seus exclusivos. Por isso, por exemplo, verificar-se algumas similitudes entre a Ciência e algumas (ou até todas) formas de expressão artística. Mas não pode haver Ciência que não seja criadora e que, ao criar, não vá inovar. São esses conceitos de criatividade e de inovação que baseiam o pragmatismo da sua existência: desenvolver o conhecimento atual, preparando o conhecimento futuro. É esta a primeira característica da atividade científica que gostaria de deixar aqui vincada. Daí a sua natureza profundamente humana.

Desenvolver o conhecimento existente, para quê? Em primeiro lugar, sem qualquer objetivo que não seja apenas o de o desenvolver, o de alargar esse conhecimento. Apenas porque o Homem sempre observou o Mundo, procurando explicá-lo. Apenas porque o Homem existe, pensando ...

Concluo esta primeira reflexão, com a primeira afirmação de certa forma polémica: será assim legítimo que a Ciência "fundamental" (a Investigação Científica fundamental), necessidade de sempre do ser humano, para a sua própria afirmação, sinta hoje tanta dificuldade em se desenvolver, rareando as fontes de financiamento com essa filosofia? Se não dá "lucro" no imediato, num sentido puramente economicista e de reduzida visão, é essencial ao desenvolvimento do Homem!

Chegamos assim a outra característica fundamental da "Ciência" - o alargamento do conhecimento humano, sempre a base do desenvolvimento da humanidade, em todas as épocas. Daí que a Ciência "aplicada" (a Investigação Científica aplicada) tenha vindo a ser crescentemente considerada e apoiada pela sociedade (propositadamente não falo ainda dos poderes, cujos conceitos desenvolverei mais adiante). É o aproveitamento da Ciência, é a utilidade do conhecimento científico. É o conceito de que os cientistas só têm valor se a sua obra tiver aplicação. Exige-se mesmo que tenha aplicação imediata. Não interessa que seja apenas conhecimento disponível. Ignora-se quanto conhecimento teria de haver disponível (e não aplicado) para se ter descoberto uma vacina, para se ter obtido uma planta resistente a uma doença, para se ter construído um protótipo de um novo equipamento.

Uma terceira característica da atividade científica é a sua natureza dinâmica. A verdade de hoje não é a de ontem nem será a de amanhã.
Resumindo: a Ciência será sempre uma atividade criativa e inovadora (desenvolvendo o conhecimento existente e preparando o conhecimento futuro), alarga o conhecimento humano (base de todo o desenvolvimento da humanidade) e apresenta uma natureza profundamente dinâmica.

Poderes
Não me refiro ao Poder em sentido absoluto, mas às diversas formas em que se manifesta. Refiro-me pois aos Poderes. Socorrer-me-ei, nesta análise, do pensamento público de diversos portugueses contemporâneos, extraídos de textos e entrevistas publicados na comunicação social.

Assim, não me referirei só ao poder político, sentido a que normalmente se associa o conceito de poder, por ser aquele que a organização da sociedade elegeu como a fonte de todos os poderes. No meu entender, não é o único, nem sequer essa tal fonte de todos os poderes. Para o demonstrar, bastar-me-ia a afirmação de José Miguel Júdice: "Os políticos não podem arriscar uma ideia; eles não podem perder" (Diário de Notícias, Julho de 2000) . Ou ainda, de Eduardo Ferro Rodrigues: "O poder é absolutamente mitificado; a ideia que se tem do poder, no sentido da capacidade de utilizar uma função para determinar a vida das pessoas e o destino da pátria, não faz sentido" (Diário de Notícias, Agosto de 1997) .

Ao longo da História (e hoje ainda), outro poder assumiu (e assume), em termos sociais, enorme importância. o poder religioso. Embora esse poder se não esgote na sua tradução em poder político, é contudo e fundamentalmente nesse sentido que o refiro. Foi o poder religioso a base do poder político na Europa medieval. É ainda hoje o poder religioso a base do poder político em diversas regiões do mundo islâmico. São dois exemplos que bem demonstram a sua real importância. E, tal como se tem passado nas relações da Ciência com o poder político, que confrontos e que cumplicidades não tem a História registado no âmbito das relações da Ciência com o poder religioso! Pondere-se, por exemplo, nas cumplicidades que basearam os avanços científicos da época dos "Descobrimentos"! Lembremo-nos também dos confrontos a que a Humanidade assistiu durante a Inquisição entre a Ciência que então renascia e o poder religioso vigente!

Citemos agora outra forma de poder: o poder social. É outra forma de poder que sempre tem marcado a evolução da Humanidade, constituindo, em diversas épocas e regiões, derivações (portanto, dependentes) de outras formas de poder. Derivação do poder religioso, em muitas situações. Derivação do poder político, em muitas outras. Mas também o poder derivado dos conceitos de organização social vigente, como os hábitos sociais, as tradições e as suas ligações aos diversos estratos sociais. Pondere-se, por exemplo, como a mentalidade "machista" continua ainda hoje efetivamente a dominar, como forma de poder, a sociedade atual. Mesmo nas sociedades ditas mais desenvolvidas. E pondere-se mesmo de como essa forma de poder se interliga com outros poderes. Cito Luís Osório: "As mulheres que ocupam cargos políticos adotam, regra geral, uma linguagem tipicamente masculina; como se o facto de serem mulheres fosse uma limitação e não uma virtualidade" (Diário de Notícias, Fevereiro de 1997).

Numa óptica complementar, aconselho-vos a lerem um artigo publicado no número 78 da Química - Boletim da Sociedade Portuguesa de Química, da autoria de Teresa Sá e Melo, e intitulado O Silêncio dos Cristais. Transcrevo duas passagens:

"Apesar do seu peso maioritário e competitivo como licenciadas (muito superior a 60%), é notória a existência de filtros de discriminação que travam tanto o ingresso como Assistentes, como o avanço para o topo da carreira académica, como Professoras Associadas e Catedráticas (cerca de 10%). Este facto é tanto mais relevante quanto se verifica uma capacidade de 100% para a realização de doutoramentos, em ciências exatas (30%), para todas aquelas que conseguiram entrar na carreira académica como Assistentes (30%)".

"Em Física, o mais famoso caso silenciado pela Academia diz respeito à descoberta do processo da cisão nuclear realizada por Lise Meitner (1878-1968), no decorrer dos anos trinta, em colaboração com o seu sobrinho Otto Frish. Apesar daquele trabalho pioneiro, o Prémio Nobel da Química foi atribuído, em 1944, a Otto Hahn pela mesma descoberta! A Europa estava em guerra e Lise Meitner, por ser judia, "desapareceu" por uns anos dos laboratórios germânicos. (...) Ironicamente, Lise Meitner foi agraciada pela Academia alemã com o Prémio Otto Hahn em 1954!".

Refiro, por último, uma quarta forma de abordar o conceito de poder. E este é sim nosso contemporâneo, embora, tal como os outros a que me referi, também interligado a outros conceitos. Refiro-me ao poder dos media. A sua ligação ao poder político é claramente referenciada por Manuel Maria Carrilho ao afirmar que "hoje não há política que se possa fazer sem mediatização" (Diário de Notícias, Junho de 1999) , bem como por José de Guimarães ("O poder aposta no que já é mediático, pois pensa que até a Arte lhe pode dar votos") (Diário de Notícias, Julho de 2000).

Para finalizar estas considerações sobre o poder, no sentido lato do termo, cito-vos ainda uma afirmação, real e preocupante, de Manuel Alegre (..."o poder tem uma lógica alienante e desumanizante. As pessoas que possuem apenas essa lógica acabam por perder a alma"...) (Diário de Notícias, Janeiro de 1997). Esta afirmação é ainda mais preocupante se complementada com a de Clara Pinto Correia (..."em Portugal, o poder força as pessoas à eutanásia do talento") (Diário de Notícias, Abril de 1998) ou de Dinis Machado (..."tudo o que se procurou organizar embateu sempre no exagero do poder") (Diário de Notícias, Março de 2000).

Referi-me a quatro conceitos de poder: o poder político, o poder religioso, o poder social e o poder mediático. Resta-me referir um outro conceito, fonte de todos esses poderes, hoje e ao longo da História: o poder económico. Sempre, ao longo da História das civilizações, foi dele que decorreu o poder político. O poder religioso, enquanto poder político teve nele a sua génese. O poder social sempre foi por ele determinado. O poder mediático assenta nele a sua própria existência.
É com base nestes conceitos de Ciência e nestes conceitos de Poder que vos apresento seguidamente as minhas reflexões sobre as suas relações e as suas interligações.

Relação da Ciência com os Poderes
Escolhi, como melhor forma de introduzir uma discussão sobre a relação da Ciência com os Poderes, o poema de António Gedeão (o Homem de Ciência Rómulo de Carvalho, esta semana nacionalmente comemorado, na passagem de um século sobre o seu nascimento),

Poema para Galileo
Na Conferência, escutava-se o Poema Para Galileo, de António Gedeão, dito por uma amiga minha, Fátima Rodrigues.
Aqui, ouvimos este Poema na voz de Mário Viegas (in Operário em Construção, Voz de Mário Viegas, som de Moreno Pinto, Design Gráfico do João Massapina e fotografia de Luís Carvalho)




Este poema de António Gedeão coloca-nos perante diversas realidades em que a Ciência e os Poderes se confrontam. Realidades históricas e atuais. Sempre os Poderes procuraram utilizar e servir-se da Ciência, para seu proveito próprio, para garantir a sua perpetuação, mas também sempre esqueceram (ou ignoraram) que estavam a pretender “domesticar” ou “congelar” o Futuro. Sempre esqueceram (ou ignoraram) que o avanço científico de hoje se projeta amanhã, que vem a ser uma realidade total no futuro. Sempre entenderam que não podem evitar o desenvolvimento científico, mas sempre julgaram que o podiam “domesticar” em seu proveito. Mas a realidade é que os Poderes se foram sempre substituindo e que a Ciência se foi sempre desenvolvendo, acrescentando permanentemente o novo conhecimento ao conhecimento existente.

Nas sociedades atuais, aparentemente assentes num quadro das liberdades, continuam essas liberdades dependentes do poder dos poderes – o poder económico. Não se investiga o que o Homem deseja e anseia, investiga-se o que o poder económico quer! E hoje mais do que nunca – a investigação é (sempre foi) uma atividade cara! E, claro, é o poder económico que detém os meios financeiros para o desenvolvimento dessa atividade!

Com a mais recente introdução do conceito de globalização de toda a economia, assumem estes aspetos ainda outros contornos: em Portugal, por exemplo, poder-se-á investigar o que a Europa, a nossa Europa deixar, ou melhor o que a Europa conseguir que a economia mundial lhe deixe investigar.

Considero pois que a Cultura está efetivamente em perigo, e a Cultura Científica não será exceção, como talvez nunca tenha estado na História dos últimos séculos, perigo talvez superior ao que levou aos atrasos dos “séculos de trevas” da Idade Média na Europa.

Convido-vos, a propósito, a analisar e a refletir sobre as declarações proferidas por personalidades tão diferentes (como Mário Soares, Arons de Carvalho, Sousa Franco e António Lobo Xavier) no “Congresso Comunicação, Concentração e Cidadania Global” (O Público, Outubro de 2000) , há cerca de um mês realizado no nosso país e largamente difundido por alguma (claro que apenas alguma) comunicação social. Refletindo por exemplo no que é referido sobre a necessidade da comunicação social em criar dimensão para a sua sobrevivência, conduzindo assim à hegemonia do gosto! Reflectindo por exemplo no recente fenómeno “Big Brother” que Mário Soares utilizou para demonstrar como a concentração das grandes empresas multimedia à escala mundial domina o pensamento, conduzindo a uma iliteracia dominante!

Voltemos à Ciência e à sua dependência do poder económico. Ainda há pouco mais de um mês, Zherov Alferov, de nacionalidade russa, deputado e Prémio Nobel da Física em 2000, declarava, após ter conhecimento de ter sido distinguido com este prémio : “Falarei amanhã na Duma (a Câmara Baixa do Parlamento Russo) e pedirei mais dinheiro para a Ciência” (Diário de Notícias, Outubro de 2000). Deixo-vos esta questão: era o cientista ou o político que falava? Será impossível obter uma resposta a esta questão, mas será claro que é universal a ideia que a Ciência está, como sempre esteve, submetida ao poder político (uma das faces visíveis do poder económico).

Para ilustrar o que atrás referi, cito-vos agora o Prof. Barreiros Martins, na sua última aula na Universidade do Minho, em Julho deste ano, numa reflexão sobre a problemática do ensino universitário e da investigação em Engenharia Civil (Ingenium, Setembro de 2000): “Mesmo as pequenas verbas destinadas à Engenharia Civil concentram-se no LNEC, que é a entidade com melhores possibilidades de apresentar projetos de ID e em consórcio, com maior probabilidade de serem aprovadas pelos peritos que a FCT nomeia para os apreciar. Quer se queira quer não, estes peritos, a maioria estrangeiros, veem a investigação sob o ponto de vista dos interesses da União Europeia, isto é dos interesses das multinacionais europeias ligadas ao projeto e à construção”.

E que dizer das seguintes afirmações ainda do Prof. Barreiros Martins, nesta sua reflexão, quanto à solidariedade internacional para com os países com menores recursos e com mais urgentes necessidades de desenvolvimento: “É claro que as instituições antigas, com bons meios laboratoriais e bons projetos de ID, obtidos em geral em consórcio, têm boas possibilidades de recrutar estudantes - investigadores de países de Leste e, eventualmente, de Moçambique, para eles conseguindo bolsas ou dispondo de fundos próprios para isso”, acrescentando “ assim, por exemplo, os que fizerem a sua investigação em meios laboratoriais dispendiosos (...) não terão, quando regressarem, possibilidades de montar um sistema semelhante nas respetivas Universidades para prosseguir a sua investigação, ficando reféns das instituições de origem para o prosseguimento da sua carreira”.

Parece-me pois claro que sempre os poderes dominaram a Ciência. Esta realidade é hoje mais visível, dada a fulcral dependência desta face aos muito avultados meios financeiros que necessita para o seu desenvolvimento. Aceito também em absoluto que a Ciência, enquanto atividade social, esteja também submetida às regras e dependências de todas as atividades. Mas terá então sentido, honestamente, falar-se em "liberdade de investigação"?

Há pouco mais de um mês (O Público, Outubro de 2000) , dois físicos (João Resina Rodrigues e António Brotas) e um filósofo (o Reitor da Universidade de Lisboa, José Barata Moura) integraram um painel de debate sobre "os valores universais e a ciência - liberdade, fraternidade e solidariedade". Um dos objetivos deste debate era uma análise sobre se "serão estes valores exteriores à ciência ou se, por outro lado, fazem parte do seu quadro de valores intrínsecos, funcionando como grandes utopias que conduzem, de certa forma, a sua atividade criativa"; perguntava-se "será que a ciência contribui para estes valores ou os perturba?" Cito-vos José Barata Moura, sobre a questão da ética e da liberdade na Ciência: "Há cientistas que veem a ética como um obstáculo à sua liberdade de investigação. Eu pergunto: não será a ética uma questão essencial da liberdade?" Penso também que há toda a legitimidade para estar a Ciência submetida à Ética. Que sociedade poderá sobreviver e se poderá desenvolver se forem marginalizados o conjunto de valores da Ética, generalizadamente aceites? Cito-vos agora João Resina Rodrigues, no mesmo debate: "Sabe-se hoje que era possível tirar da terra tudo o que se precisa, mas não o fazemos porque não queremos ou não nos convém", pelo que "a fraternidade não é apenas um sonho, mas uma exigência da razão". É exatamente neste sentido que entendo que, como sempre foi, embora hoje de forma mais intensa ou mais visível, a desejável liberdade de investigação não existe, dada a sua enorme submissão aos poderes vigentes.

Admito que, conforme anteriormente referi, e sendo uma atividade social de interesse globalizado, se deva submeter às mesmas regras das outras atividades sociais. Mas então que, com coragem, se afirme que a "liberdade de investigação" é uma utopia. Nunca existiu! Não existe! Provavelmente nunca virá a existir!

Termino, deixando-lhes algumas citações e algumas realidades. São sugestões que lhes faço para uma reflexão conjunta.

Os políticos não podem arriscar uma ideia. Eles não podem perder! (José Miguel Júdice)
 
O poder é absolutamente mitificado. A ideia que se tem do poder, no sentido da capacidade de utilizar uma função para determinar a vida das pessoas e o destino da pátria, não faz sentido (Eduardo Ferro Rodrigues).
 
As mulheres que ocupam cargos políticos adotam, regra geral, uma linguagem tipicamente masculina. Como se o facto de serem mulheres fosse uma limitação e não uma virtualidade (Luís Osório).
 
Hoje não há política que se possa fazer sem mediatização (Manuel Maria Carrilho).
 
O poder aposta no que já é mediático, pois pensa que até a arte lhe pode dar votos (José de Guimarães).
 
O poder tem uma lógica alienante e desumanizante. As pessoas que apenas possuem essa lógica acabam por perder a alma (Manuel Alegre).
 
Em Portugal, o poder força as pessoas à eutanásia do talento (Clara pinto Correia).
 
Tudo o que se procurou organizar embateu sempre no exagero do poder (Dinis Machado).
 
Os homens ainda são cidadãos,mas já não abem muito bem a que cidade pertencem (Manuel Castells).
 
A minha maledicência / é simplesmente p'ra aqueles / que se servem da ciência / só para proveito deles (António Aleixo)
 
O futebolista Luís Figo foi transferido do Barcelona para o Real Madrid por 12 milhões de contos, o que corresponde a cerca de 4% do Novo Plano Espanhol de Investigação Científica (sem despesas militares) para 1999.
 
Prémios de concursos televisivos: TVI (Big brother) - 20 000 contos, RTP (Quem quer ser milionário? - 50 000 contos, SIC (A Febre do dinheiro) - 100 000 contos.
Financiamento dos projetos de todo o Instituto Nacional de Investigação Agrária em 1999, envolvendo a atividade de 233 investigadores - 865 000 contos.

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