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Dada a minha relativamente rica experiência de vida, designadamente no âmbito profissional, foi-me sugerido por alguns colegas e amigos que a transmitisse, por intermédio de um blogue. Assim, aqui lhes irei transmitindo experiências de vida, de cariz profissional mas não só. Experiências desde a minha adolescência. Experiências com amigos e com causas. No fundo experiências de um português que nasceu no pós-guerra, que viveu a Ditadura e a Democracia, e que teve a sorte de ter uma vida compartilhada com tantos amigos...

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domingo, 17 de abril de 2011

Porto

O Porto sempre foi para mim uma cidade de afetos... Em permanência, nunca vivi no Porto. Mas profissionalmente sempre estive ligado a esta cidade... portanto desde 1969! Aliás, tendo eu trabalhado sempre no âmbito do setor vitivinícola, não poderia ser de outra forma. E, como sempre me acontece, o que me liga a esta cidade são sobretudo as pessoas, os amigos, os afetos...
Uma cidade de que faz parte o Rio Douro. Enquanto Lisboa namora o Tejo, a seu lado, o Douro faz parte integrante do Porto. Por isso, Gaia foi sempre, para mim, uma parte do Porto... e que me desculpem as gentes de Gaia.
Eu, profundamente alentejano (portalegrense) e lisboeta, o que mais admiro no Porto é ser profundamente portuense. Não é uma imitação de Lisboa, não é a capital do Norte. O melhor que o Porto tem é o próprio Porto. É a sua autenticidade... é a sua cativante forma de falar... é a sua empolgante maneira de gostar. Claro que é a Ribeira, a Praça, a Batalha, a Boavista, a Foz... E hoje também a Casa da Música, Serralves, a Alfândega...
Mas o que mais me seduz no Porto é o próprio Porto, carago! É o Porto das "ilhas", da Sé e do Barredo.
É o Porto da Cultura... de António Nobre, de Fernanda Botelho, de Ramalho Ortigão, de Raul Brandão,
Livraria Lello

Café Majestic
de Sophia de Mello Breyner
Andresen... É o Porto do Teatro de António Pedro... É o Porto de Manoel de Oliveira e do seu Aniki-Bóbó e da Ribeira... É hoje também o Porto de Sérgio Godinho e de Rui Veloso... É o Porto da Livraria Lello e do Café Majestic.

Profissionalmente, tive a sorte de ter tido em Portugal a oportunidade de atuar em múltiplas cidades (Funchal, Faro, Évora, Braga, Viseu, Nelas, Portalegre, Palmela, Aveiro, Alcobaça, Coimbra, Peso da Régua, Vila do Conde, Felgueiras, Elvas, Tomar, Santarém, Cartaxo, Figueira da Foz, Almeirim, Beja, Covilhã, Castelo Branco, Torres Vedras, e tantas tantas outras...). Mas certamente foi o Porto a cidade onde mais vezes tive de me deslocar em termos profissionais. Curiosamente, ou talvez não, é no Porto que irei terminar a atividade de uma das facetas da minha vida profissional que mais me enriqueceram: a da Organisation Internationale de la Vigne et du Vin.
E, como disse atrás, o que me liga a esta cidade são sobretudo as pessoas, os amigos, os afetos...
Por isso, Porto: obrigado pela felicidade que me deste!
E oiçamos agora o portuense Rui Veloso no seu Porto Sentido!


2 comentários:

  1. Depois de alguém dizer isto sobre o Porto - tão bem escrito, carago! - permite-se que grite bem alto: Ich bin ein "Portiner".
    PB

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  2. Porto, a cidade da minha meninice e do meu despertar para as letras.Acolheu-me no seu abraço fraterno durante 10 anos. Ainda hoje, depois de tanto tempo, a sinto minha. Sou uma mulher do Douro, com alma bravia e livre, como os socalcos do meu lugar e enternece-me ler palavras tão sentidas escritas por um Alentejano, conhecedor da beleza, como só os alentejanos sabem ser.

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