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Dada a minha relativamente rica experiência de vida, designadamente no âmbito profissional, foi-me sugerido por alguns colegas e amigos que a transmitisse, por intermédio de um blogue. Assim, aqui lhes irei transmitindo experiências de vida, de cariz profissional mas não só. Experiências desde a minha adolescência. Experiências com amigos e com causas. No fundo experiências de um português que nasceu no pós-guerra, que viveu a Ditadura e a Democracia, e que teve a sorte de ter uma vida compartilhada com tantos amigos...

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Londres

Tower Bridge
Assim como sempre me senti parisiense em todas as inúmeras vezes em que fui a Paris, sempre me senti estrangeiro em Londres... embora tivesse aí estado, claramente, muito menos vezes.
Parlamento e Abadia de Westminster
No Reino Unido, tive o privilégio de conhecer EdimburgoGlasgow e algumas outras cidades da Escócia e, em Inglaterra, a pequena e encantadoraYork, onde estive por razões profissionais,  para além da grande e monumental Londres
É desta Londres que hoje lhes falo...
É claro que, para conhecer Londres minimamente, é indispensável visitar a Tower bridge, a Torre de Londres, o Museu Britânico, o Parlamento e a Abadia de Westminster, o Palácio de Buckingham... e tantos outros locais históricos.
É ainda indispensável deambular sem horas, por Picadilly Circus, por Oxford Street, por Trafalgar Square, pelos mercados de rua, como Camden Town...
Mas o que mais me agrada em Londres é o andar sem destino, pelos parques, pelas alamedas... Cruzarmo-nos na rua com pessoas das mais diversas origens e com os mais diversos estatutos sociais... Podermos brincar com esquilos no Hyde Park, ir ver uma exposição de quadros à Christie's e terminar num restaurante da China Town, com a mesma naturalidade como ir a Stamford Bridge ver um jogo do Chelsea-Arsenal, assistir a uma peça num dos teatros de Convent Garden, ou passear no fim do dia em Regent's Park.
Manifestação frente ao Parlamento
Andando por Londres sem destino será quase certo cruzarmo-nos com uma manifestação, algumas com apenas umas dezenas de pessoas, mas sempre com um cordão de segurança policial,,,
A primeira vez que estive em Londres, ainda pude estar em frente ao nº 10 da Downing Street. Isso hoje é impossível, pois a rua está completamente fechada ao trânsito e às pessoas: todos os dias, as manifestações tinham de agendar uma hora para reservar o local!
Mas andarmos pelas ruas de Londres, temos também de ter presente que estaremos sempre ao contrário do resto do mundo... Nós andamos pela direita e todo o mundo vem pela esquerda... Caminhamos jardas e milhas, em vez de metros e quilómetros... Não metemos no carro litros de gasolina mas sim alguns galões... O nosso peso é em libras e não em quilogramas...
Não pagamos em euros, mas sim em dólares... perdão, em libras!
É aquele tique dos ingleses que me fazem tirar do sério... tão bem retratado naquele quadro mapa-mundi que vi não sei onde (talvez no British Museum) onde figura Londres no centro e de onde irradiam os diversos continentes... a Europa, as Américas, a África, a Ásia, a Oceania...: Londres centro do Mundo! E às vezes me pergunto: não será mesmo Londres o centro do Mundo? E respondo a mim próprio: não, o centro de tudo é, ou deverá ser, o Homem, esteja ele onde estiver, até em Londres!
Mas, para mim e penso que para todos, Londres é o exemplo vivo dos bombardeamentos sofridos diariamente durante meses na II Guerra Mundial... a rotina que se instalava em ir ver os resultados dos bombardeamentos da véspera! Que rotina do sofrimento! Que Londres do sofrimento! Ainda hoje esse sofrimento se vê!!!
Mas venceram!!!




1 comentário:

  1. Gostei. Também sinto Londres "de fora", o que não me aconteceu com cidades como Roma ou Paris, Telavive ou Trieste. Mas é uma cidade maravilhosa onde hoje se sente o mundo inteiro, o tal que eles viam a partir de Londres...
    E ver como lutaram e sofreram na Guerra é para nunca esquecer!
    Abraço

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