Bem-vindo!

Dada a minha relativamente rica experiência de vida, designadamente no âmbito profissional, foi-me sugerido por alguns colegas e amigos que a transmitisse, por intermédio de um blogue. Assim, aqui lhes irei transmitindo experiências de vida, de cariz profissional mas não só. Experiências desde a minha adolescência. Experiências com amigos e com causas. No fundo experiências de um português que nasceu no pós-guerra, que viveu a Ditadura e a Democracia, e que teve a sorte de ter uma vida compartilhada com tantos amigos...

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sábado, 14 de julho de 2012

Lutemos pela defesa do Serviço Nacional de Saúde

Neste blogue escrevi, há cerca de um ano, um artigo (o número 24), sobre o Serviço Nacional de Saúde, numa visão que tinha sobre este bem essencial do nosso país e da nossa democracia. Escrevi esse artigo, como então dizia, enquanto cidadão, enquanto utente, que é certamente a melhor forma de o conhecer... explicitando uma experiência que tive, durante alguns meses, junto de profissionais e de instituições da Saúde em Portugal.
A conclusão que pretendi tirar nesse artigo, com base em experiências que tive, foi a que o Serviço Nacional de Saúde que existia era um enorme bem para a população portuguesa, talvez exemplo para muitos outros países ditos desenvolvidos, e que muito disso (talvez mesmo o principal) se devia ao enorme profissionalismo do seu pessoal.

Referia já nesse artigo que tinha passado a entender bem porque é que o Serviço Nacional de Saúde era objeto de tantos ataques. E concluia: quem tem interesse em acabar com ele? O povo português não seria certamente!

Ao fim de tão pouco tempo, assiste-se a uma enorme concorrência das instituições privadas de saúde às instituições públicas. Vejamos alguns casos:
- Em Lisboa e um pouco por todo o país, diminuiram o número de Hospitais com serviços de urgência permanentes, o que leva a uma muito maior afluência de utentes aos que permanecem, com efeitos evidentes nos tempos de espera (e sem sequer grandes efeitos na diminuição de despesas, dada a necessidade de um maior movimento de doentes de hospital para hospital, conforme me foi referido por diversos profissionais). Por outro lado, verificou-se um elevadíssimo aumento das denominadas "taxas moderadoras" nos Centros de Saúde e nas urgências hospitalares. Conclusão: passou a aumentar o recurso a urgências de instituições privadas (com atendimento muito mais célere e, por enquanto, com uma não muito elevada diferença de custo para os utentes!
- Agora que uma simples receita médica de rotina passou a ser paga num Centro de Saúde, passou a ser também cobrada numa instituição privada (2 € por receita).
Poderia dar ainda mais exemplos de factos como estes... bem elucidativos de como a população portuguesa está a ser subtraída, aos poucos, dum direito que lhe assiste!

O que se passou recentemente sobre a contratação de médicos e enfermeiros à hora, por preços insultuosos para estas classes profissionais, base fundamental do SNS, resulta dum simples facto: a delegação do Estado em empresas privadas para assegurar o funcionamento das instituições públicas do SNS, o que julgo totalmente inadmissível!

Como poderão verificar, terminei o meu anterior artigo sobre o SNS (artigo nº 24 deste blogue) com uma dedicatória aos profissionais de saúde, designadamente aos enfermeiros com quem contactei: Meus amigos e amigas, dedico-lhes esta pequena crónica.

Agora que, enquanto cidadão, vi a forma responsável e patriótica, como os médicos e enfermeiros responderam a estes outros ataques à dignidade da sua função, ao SNS e portanto ao povo português, igualmente lhes dedico esta segunda crónica!
Enquanto cidadão, obrigado!

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